sábado, 29 de março de 2014

Armadilha. Manoel Neto

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Ela vem chegando bem de leve, mas na verdade quem vai ao caminho dela somos nós, todos dormindo estão, o exército deixou as camisas no varal, rosas já estão sendo postas na fúnebre rede de um esquife, antiga é a rede, o céu está nublado, dói demais, um aperto na garganta. Garganta na versão de uma armadilha bem próxima. Armadilha que mostraram-me em Sonho, algo duradouro, longo foi o Sonho. eu era sem futuro, foi a noite toda, lá cheguei, me envergonhei, pois quem usei lá estava, buraco não havia, o que pude fazer foi retornar, mas as camisas suadas estavam lá no varal, mas quem sabe, o General não esteja te observando rastejar? O corpo quer esmorecer, mas quem enviou lá no fundo, para Libertar seu Filho, Liberta mais um.
Meu amigo, o senhor sabe que eu quero, mas as estacas daquele dia, estão sobrevindo até mim, a armadilha é sagaz, joguei o dinheiro fora, pois pesou em minhas mãos. O sonho me mostrou o amaldiçoado armando a armadilha arquitetônica, e tônica seria a queda, mas com o corpo já cambaleando, sinto que não era pra escrever, sim para descrever um descrente livramento que só acredita o que crê. Ao rastejar rodeando a armadura flexível de uma arte de armadilha, encontro uma mesa, diferente do Salmista, pois sentei e me regalei sem inimigo algum, pois quem sabe o que um inimigo, com ele não quer sentar, deixe ele me vê em pé. Portanto lá estava um exército diferenciado, Eles não dormiram, servido fui com uma singeleza de um simples socorro, onde sapateado e sabatinado poderia ter sido meu superado sábado, mas simplesmente seguro e singelo foi mais um Salvo.

Manoel Neto
Teólogo e cronista

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